Ao longo da nosso cotidiano, nos deparamos com situações, às quais, muitas vezes não compreendemos e questionamos, inclusive ao próprio Deus, a respeito daquilo que estamos vivendo. No âmbito financeiro, esse sentimento o é invariavelmente muito mais dolorido quando ocorre, justamente por sermos sensíveis a tudo que é terreno e material, pela nossa própria natureza humana. Pois bem! Por qual motivo alguns “chegam lá” e outros definham ao longo da vida, sem usufruir das maravilhas criadas por Deus e pelo próprio homem, dentro das suas capacidades?
Por muito tempo caminhei sem essa resposta, até que me deparei com o texto de Mateus 25: 14-30, onde Jesus nos presenteia com os ensinamentos da Parábola dos Talentos. (Sugiro que pare agora e leia o texto citado como referência). Na narração de Jesus, temos três perfis de pessoas, onde duas delas multiplicaram, constroem riquezas com os valores que lhe haviam sido entregues. Já, uma terceira pessoa, nada fez com o que lhe foi entregue, vindo inclusive a perder o pouco que tinha. Aqui podemos discorrer por várias linhas de pensamento, mas gosto de me ater a duas delas apenas.
São elas: RECEBEMOS APENAS AQUILO QUE TEMOS CAPACIDADE DE ADMINISTRAR Claramente, os talentos distribuídos de forma desigual, tem como justificativa a capacidade de cada servo em administrar aquilo que recebeu. E assim é em nossa vida moderna e capitalista. Percebo muitas pessoas questionando sobre desigualdade social e má distribuição do dinheiro na sociedade. Fato é que, acessamos somente àquilo ao qual somos capacitados. O Dinheiro nada mais é que um prêmio pelo valor que ofertamos à sociedade. Quanto mais problemas eu resolvo, mais valor é agregado ao que eu ofereço. Sendo assim, temos que olhar para aquilo que acumulamos ao longo da vida em forma de conhecimento, especialidades e diferenças daquilo que é comum.
Não podemos querer receber quantias grandiosas, se nosso conhecimento sobre determinado produto ou serviço, é comum e limitado. Tenha a absoluta certeza que aquele que recebe quantias maiores, fez algo maior, além do comum e da maioria, para então ser reconhecido. Obviamente, não vou entrar na seara das injustiças, corrupção ou privilégios, naturalmente intrínsecos em nosso